El sábado 24 el workshop abordo las figuras, agentes y o personajes urbanos y suburbanos que los escenarios habían sugerido.
Los grupos venian indagando diversas maneras de leer la información “real” de la ciudad. Recolectaron, seleccionaron y conectaron información reunida al azar. Con este ejercicio no solo se produjeron narraciones y escenarios posibles que conectaban esas informaciones, sino que también surgieron aspectos de la ciudad que pueden ser “puestos en escena” y “jugados”. Esto quiere decir que pueden ser analizados e hipotetizados.
La agenda proponía hacer un corte en el manejo de síntesis de la información que se hizo en la sesión anterior a través de la formulación de los escenarios. Para eso nos focalizamos en los ventajas analíticas que ofrecía el trabajo sobre la elaboración de los perfiles de las figuras y los personajes.
Se eligieron 2 “figuras publicas” y dos “personajes” o “tipos urbanos”.
Las figuras propuestas fueron: el jornalista Paulo Santana y el inventor Oskar Coester.
Los personajes que surgieron fueron: Una joven publicitaria portoalegrense, y los moradores de debajo de los puentes del Arroio “Diluvio”.
Se trabajo en la producción de un manual para que cualquiera pudiera imitar el comportamiento o accionar de estos agentes. Un manual “para hacer de…” o unas instrucciones de uso “de la figura pública de…”
Se discutió el proceso de cada grupo y luego se redacto un esquema de manual.
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Sendo um Nômade Urbano – habitando a rua.
equipo Rafael Devos, antropólogo, UFRGS.
Como se imaginar um morador da rua? Um difícil exercício de ultrapassar a imagem sombria, difusa, daqueles com quem encontramos em nossos trajetos cotidianos, dos quais desviamos os olhos, os passos, e com os quais evitamos o diálogo, quase deixando-os invisíveis. Sobretudo, é fundamental não apelar para uma figura monstruosa, doente, ou mágica, sem qualquer dignidade humana. Então, é preciso dar esse primeiro passo:
No contexto da cidade:
1) Reconhecer que estamos falando de uma pessoa, um habitante da cidade, com uma história pessoal, que se relaciona com os outros habitantes da cidade, com uma família de origem, com outros pares de acordo com sua idade, interesse, gênero (orientação sexual), interesses. A escolha da rua é motivada por uma situação de conflito: o nomadismo se inicia às vezes de uma cidade para outra, de uma região para outra, em função de ruptura com a família, perda de entes queridos, tragédia pessoal, busca de outras oportunidades
2) Não estamos falando da rua em geral, mas de uma território na cidade, o Arroio Dilúvio, ou Riacho Ipiranga, cujas pontes eram ou ainda são habitadas por grupos de pessoas que habitam a rua: famílias, grupos de adolescentes, casais
3) Dentro desse território, poderia se escolher uma esquina em especial para situar o personagem, já que o habitante da rua tem um conhecimento da cidade a partir de pontos de referência constantes em seus deslocamentos, em suas estratégias diárias de sobrevivência, lugares de adesão e de evitação de seu cotidiano: praças próximas, fontes de água, banheiros públicos, albergues, instituições de caridade, a presença da polícia, o semáforo onde conseguir uma renda, um supermercado, um caixa eletrônico de banco, uma rua mais calma onde “guardar” carros
u Seguindo os dados de uma antropóloga, Cláudia Turra Magni, que estudou a população de rua de Porto Alegre entre 1991 1994,poderíamos ter outros dados importantes:
5) Os habitantes da rua fazem alianças constantes, e entram também em constantes conflitos com outros moradores e trabalhadores das ruas. Famílias se formam, redes, amizades, disputas, relacionadas aos pontos da cidade de circulação, trabalho e habitação
6) Morar na rua não significa estar fora da lógica urbana, da sociedade, pois são constantes as relações com habitantes de outros bairros, com parentes habitando em outras regiões, com amigos, e com as pessoas que vão conhecendo na rua. Um habitante da rua tem sobretudo, a estratégia do nomadismo como forma de sobrevivência: mudar-se, inserir-se em outra rede social como forma de escapar de um conflito anterior, como forma de mudar a sorte.
7) Os abrigos, albergues, são muito freqüentados pelos moradores da rua, mas assim como a família de origem, nem sempre é fácil trocar a “liberdade” da vida na rua pelas regras desses grupos sociais (interdição da bebida, do sexo, das drogas, do fumo), ou mesmo a constante catequisação imposta aos que recebem a caridade
Quem mora na rua, e sobrevive, pode-se dizer que gosta da vida na rua, no sentido de que os saberes cotidianos, as estratégias, as amizades, o conhecimento sobre a cidade adquiridos vão configurando uma identidade. Evidentemente que a fome, a miséria, a doença e a violência também motivam sonhos de um retorno a uma situação anterior, ou de ruptura com esse cotidiano da rua.
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Perfil Publicitária – Érika Stavianou
(equipo: Lena Cavalheiro, Germana Konrath)
Publicitária, 35 anos, 1,60 e 49kg. Morena de cabelos lisos, cortados impecavelmente acima dos ombros. Veste-se de forma minimalista, “Menos é mais, já dizia Mies” , mas com toques ousados. O básico compra na ZARA; peças mais elaboradas busca em viagens a grandes capitais, especialmente marcas nova-iorquinas – DKNY, Marc Jacobs, Carolina Herrera – herança dos tempos que morou na cidade.
Trabalha na agência DCS., como executiva de contas importantes como Iguatemi e Goldztein “Eu vendo ESTILO). Atenta às tendências da sociedade, está sempre presente em atividades culturais, de solenes vernissages a pretensiosas apresentações de bandinhas do circuito alternativo. “Antropologia, meu bem”, diria ela.
Extremamente dedicada ao trabalho, pôs sua vida pessoal em segundo plano. Recentemente isso lhe rendeu a separação da pessoa que segue amando, um arquiteto – importante teórico na área de urbanismo. Está grávida do ex-marido, mas vem ocultando esse fato na tentativa de aplacar o abalo emocional que a situação lhe está causando.
Érika Stavianou em 5 passos:
1. Sua vida é o trabalho; adota a causa em questão como se fosse sua motivação para seguir vivendo.
2. É incisiva em suas colocações e enérgica em seus gestos, mas sempre de maneira elegante;
3. Seu vocabulário é repleto de termos em inglês, não só técnicos como coloquiais;
4. Exemplifica suas idéias através de vivências pessoais, especialmente as ligadas às últimas tendências sócio-culturais;
5. Pela primeira vez sua vida pessoal – deixada sempre em segundo plano – está interferindo em seu desempenho profissional: a gravidez está lhe causando intensas oscilações de humor. Sensibiliza-se facilmente, tendo freqüentes crises de choro; no meio de uma reunião vê-se obrigada a se retirar para aplacar um súbito enjôo; precisa controlar acessos de raiva gerados pelos motivos mais banais. Isso confere uma nuance cômica à sua postura altiva.
Perfil Oskar Coester – inventor
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MANUAL PARA SER OSKAR COESTER
(equipo: carina sehn y estevao da fontoura haeser)
“Corriam os anos 50, e a atração pela mecânica levou o jovem Oskar Coester a ingressar na Escola Técnica de Pelotas. Formado aos 17 anos, deu novo passo ao conquistar um lugar na Escola da Varig, em Porto Alegre, onde estudou mecânica e eletrônica aeronáutica. Tornou-se especialista nos processos de controle eletrônico de aeronaves, e funcionário distinguido pelo presidente da companhia, Rubem Berta.
O Brasil entrava na “Era do Jato” e dela participava Oskar Coester, 10 anos depois de mergulhar numa avalanche de informações tecnológicas e de ter decifrado os segredos dos equipamentos de navegação. O fato de ter integrado a equipe que promoveu a “revolução nos transportes aéreos” proporcionou a Coester ensinamentos importantes, tanto na área técnica, como na forma de avaliar o comportamento do homem diante das inovações…Hoje, a Coester ocupa posição de destaque neste mercado, fornecendo soluções integradas com avançada tecnologia de comunicação de dados, acreditando sempre na qualidade das relações com os clientes. Neste contexto, a empresa destaca a Petrobras, que sempre incentivou o desenvolvimento tecnológico, a indústria nacional, e a capacitação empresarial brasileira.”
http://www.coester.com.br/historico.htm
1. ser um pesquisador, descobrir e não paenas inventar;
2. ter cautela em novas descobertas;
3. não ser exibicionista;
4. demonstrar persistência e base técnica, desenvolver por anos a fio a mesma técnica;
5. ter experiência e reconhecimento da sua técnica;
6. manter o foco no mercado;
7. ter sempre um “plano B”;
8. primar pelas questões ambientais, desenvolvendo uma técnica ecológica;
9. vestir-se com sobriedade;
10. usar a voz com suavidade e ter gestos precisos;
11. ser um homem calmo e demonstrar convicção.
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Perfil Paulo Santana
(equipo: Camila, Ricardo y Federico)
- gremista fanático e casado com a filha do inventor do hino do inter.
- tem 67 anos. sobre seu nascimento, diz: “Em 15 de junho de 1939 morreu em Londres, Sigmund Freud, o maior gênio da humanidade. No mesmo dia, na Rua da Margem, hoje João Alfredo, nasceu Francisco Paulo Sant’ana. Foi uma simples passagem de bastão”.
- sua primeira profissão foi feirante.
- tem dois alter-egos: Pablo (o emocional) e Pablito (que equilibra a razão de Paulo com a emoção de Pablo).
- é comentarista de televisão, rádio e jornal. Faz comentários sobre política e futebol, na maioria das vezes. Mais inclinado ideologicamente para a direita do que para a esquerda.
- foi vereador de Porto Alegre, há 30 anos, quando defendeu o cercamento de praças e parques para evitar a devastação durante a noite. Defende o cercamento da Redenção (Parque Farroupilha).
- às vezes canta nos comentários de rádio e televisão. Músicas “dolor de codo”, como Lupicínio Rodrigues.
- preocupa-se com a opinião dos leitores sobre os seus comentários.
- fumante compulsivo e muito vaidoso. Diz que não bebe, mas fala como se estivesse bêbado.
- tem formação em Advocacia e é delegado de polícia aposentado.
- expressa seus sentimentos, chorou na televisão várias vezes.
- manifestou-se contrário à questão do desarmamento, votada em plebiscito, no ano de 2005. sobre isso: “Só mesmo os intelectuais elitistas podem defender o desarmamento”.
- foi o primeiro jornalista brasileiro a escrever sobre a experiência de usar Viagra.
- cantou em um show com Julio Iglesias. Há uma foto na qual Iglesias está com a língua na orelha de Sant’ana. Sant’ana diz que até hoje sente calafrios quando recorda esse momento.
- está em processo de conversão, aproximando-se de Deus.
Links
www.revistapress.com.br/root/materia_detalhe.asp?mat=15
Manual de Instruções:
- Fume o tempo inteiro
- Seja vaidoso, megalomaníaco, demagogo, e polêmico
- Coloque a questão da violência urbana nas discussões
- Cite poetas e cante músicas de Lupicínio Rodrigues. Conte piadas para exemplificar polêmicas
- Fale com indignação e gesticule bastante, mexendo os braços
- Relate experiências do dia-dia (alguma cena que viu na rua, a conversa com algum amigo)
- Seja nostálgico (Porto Alegre não é mais como era antes), lembre dos velhos tempos da cidade
- Mostre-se emocionado e exaltado com um bêbado em final de festa (embora fale desta forma, Sant’ana argumenta de forma lúcida, é habilidoso com as palavras, por mais que se possa discordar das suas opiniões)
- Posicione-se como um porta-voz da população, alguém que se expõe para resolver os problemas dos leitores.
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