camelódromo Seguem dois links para textos sobre o Centro Popular de Compras, publicados no site da prefeitura municipal. O primeiro é recente, sobre a contratação da empresa que irá construir o CPC.
O outro texto é de dezembro, e fala da aprovação do projeto do CPC, pela câmara dos vereadores. Tem também uma breve descrição do que será o CPC, projetado a partir de uma “engenharia democrática” (hahaha). Pelo que percebi a incompatibildiade do CPC e dos projeto Portais da Cidade está sendo ingnorada (ou encoberta) pelo poder público/mídia. Talvez por saberem que não há muita lógica em concentrar os camelôs em um terminal de ônibus, enquanto os Portais prevêem justamente a descentralização do transporte ( e conseqüente dispersão dos potenciais clientes dos camelôs), a prefeitura tenha tanta pressa em construir do CPC, para finalizá-lo antes que os Portais sejam criados, a “resolver” assim o problema dos camelôs..
programa VIVA O CENTRO A Prefeitura de Porto Alegre possui um programa de reabilitação do centro chamado VIVA O CENTRO, que envolve não só órgãos municipais como a Faculdade de Arquitetura (mais informações nos próximos posts) . Ocorreram dois encontros, em outubro e novembro do ano passado, para debater questões sobre reabilitação de centros urbanos, e sobre as demandas específicas do Centro de Porto Alegre.
JORNAL DO CENTRO No dia 1º de junho passado houve um encontro chamado III Centro se Encontra, na Câmra da Vereadores. O evento, promovido por entidades como a Associação de Moradores do Centro, para discutir demandas da região, sob o ponto de vista dos moradores. Foi uma boa oportunidade para saber o que pensam os moradores sobre o que está acontecendo ou vai acontecer no centro. Nos próximos posts mais informações.
O Sindilojas – sindicato dos lojistas de Porto Alegre – manifestou suas preocupações acerca da implantação do Projeto Portais da Cidade. Mais do que com o impacto dos ônibus e do imenso edifício que pretende-se construir (três shoppingns com centenas de lojas), preocupam-se com a fluxo comercial da cidade. Com a implantação ds Portais, acreditam que haverá um esvaziamento da região central (sic), com o escasseamento da demanda do pequeno comércio do centro, que hoje é dependente do fluxo de pessoas que circulam pelos terminais; ao descentralizar o transporte, haverá menos concentração de clientes potenciais. Preocupam-se também com o impacto no comércio das proximidades daonde serão implantados os shoppings.
Pelo que está circulando de informação, a comunidade do centro e Cidade Baixa está preocupada com a implantação do Terminal do Largo Zumbi dos Palmares, sob ponto de vista do impacto ambiental. Eles temem que o largo transforme-se em uma imensa rodoviária, ou algo assim. Não que o local hoje será agradável de permanecer, pelo contrário. É um grande espaço vazio, asfaltado, que geralmente é utilizado como estacionamento e local de feiras. Seria bom que se fizesse alguma urbanização por lá; poderia ser, por exemplo, uma grande praça com um terminal subterrâneo, ao invés de um imenso shopping, como se pretende construir.
audiencia publica plano diretor No sábado 26 de maio ocorreu uma audiência pública para a votação das alterações propostas para a revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental de Porto Alegre (PDDUA). Essa discussão vem sendo desenvolvida ao longo dos últimos meses, e ao que parece está chegando ao resultado final. São questões que abragem toda a cidade, e que de alguma forma afetarão o centro da cidade. É uma revisão bastante polêmica; o IAB (Instituto dequitetos do Brasil) produziu um manifesto sobre o tema.
Holding Pontal do Estaleiro Um outro “evento urbanístico” que está ocorrendo na cidade são projetos de ocupação da orla do Guaíba na Zona Sul da Cidade, próximo ao Hispodromo Cristal, e ao futuro museu Iberê Camargo. Por ali está prevista a implantação do BarraShopping Sul (antigo projeto Cristal Shopping, realizado há mais de 10 anos), um imenso complexo comercial que já tem suas obras iniciadas (começaram no início deste ano); próximo dele está prevista a implantação do Pontal do Estaleiro, um complexo residencial e comercial (com hotéis, centro de convenções, marina, etc) que ocupará a atual área do Estaleiro Só, hoje abandonada. Com a implantação desses dois empreendimentos é provável que um novo pólo se forme da região, gerando um grande crescimento e adensamento no local, o que está gerando grande polêmica. A Zona Sul da cidade é considerada o “pulmão verde” de porto alegre, por ter uma densidade costrutiva baixa (o que começa a mudar, agora que estão começando a contruir grandes edifícios por lá) e grande quantidade de arborização.
Com esses projetos é provável que a cidade se expanda naquela direção, cambiando o caráter da área.
Histórico Estaleiro Só
http://saturno.crea-rs.org.br/jornal/74/geral_06.htm
Comentários sobre o projeto Pontal do Estaleiro
http://www.skyscrapercity.com/archive/index.php/t-393609.html
http://www.cdlpelotas.com.br/detalhe_noticia.asp?id_noticia=352
http://sodesign.blogspot.com/2006/08/porto-alegre-turstica.html
Encontro da Governadora Yeda com os empresários do BarraShopping:
http://www.rs.gov.br/index.php
notícias sobre o projeto do BarraShopping
http://www.portoimagem.com/noticia012.html
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=467256
Escenario: Revitalização do Centro de Porto Alegre – 26 de marzo
(equipo Bruna, Estêvão y Luciano)
Texto: Estêvão y Luciano
Introdução
Um projeto de revitalização do centro de Porto Alegre foi apresentado por um Grupo de Empresas interessadas no potencial do mercado imobiliário, na melhor distribuição do trânsito/tráfego e na implantação de um transporte público ecológico e tecnológico. Esse grupo é formado por uma grande agência de publicidade, de onde surgiu a idéia do projeto, através da Diretora de Marketing Érika Stavianou, pelo inventor do Aeromóvel, Sr. Oskar Coester, presidente de uma grande empresa de tecnologia, e por uma grande construtora/empreiteira. A idéia é fazer do centro um bairro charmoso, atraente tanto pra se morar quanto é pra se trabalhar. O projeto é ambicioso mas factível. Prevê a construção de um Aeromóvel ligando as Zonas Sul e Norte, do Cristal ao Aeroporto, desafogando o trânsito do centro com uma opção eficiente, barata, silenciosa e não poluente. Prevê ainda melhorias estruturais, reforma de prédios históricos e criação de centros culturais, construção de cinemas, centros comerciais e empresarias, e marina pública atraente, com restaurantes e bares, além de transporte fluvial com tecnologia desenvolvida pela empresa de Coester, ligando Guaíba e as zonas sul e norte ao centro. Mas para que o projeto saia do papel há que se conseguir a liberação da Prefeitura e seus órgãos competentes, bem como da Associação de Moradores do Centro. Todos os envolvidos têm interesses e cada um quer garantir a sua parte. Convencer a Associação de que o projeto é interessante não será tarefa fácil, pois há prós e contras. As reuniões começam.
Conflito 1
A prefeitura não abre mão da cobrança de uma taxa de ocupação aérea, já que o Aeromóvel será construído sobre pilares que o elevarão a 10m do solo. Essa taxa encareceria demais a construção e operação do Aeromóvel, o que inviabilizaria uma importante parte do projeto. O Aeromóvel é capaz de transportar 300 passageiros de uma só vez, com baixo custo e gasto mínimo de energia elétrica, além de ser rápido e silencioso.
Negociação 1
Para não barrar um projeto com um potencial econômico tão grande, a prefeitura cogita a possibilidade de não cobrar essa taxa das empresas envolvidas no projeto, mas em contrapartida Érika e seus parceiros fariam uma campanha para convencer os moradores do centro a aceitarem o pagamento de um imposto de contribuição de melhorias.
Conflito 2
A Associação de Morados do Centro é formada por proprietários e inquilinos. Os proprietários logo vêem uma boa oportunidade de valorização de seus imóveis e ficam animados com a idéia, apoiando a instauração do novo imposto. Por outro lado os inquilinos percebem que com a valorização dos imóveis e com um novo imposto os aluguéis tenderão a subir, portanto põe-se contra a proposta apresentada pela prefeitura.
Personagens
Publicitária – Érika Stavianou
Empresário e inventor do Aeromóvel – Oskar Coester
Presidente da Associação de Moradores – Dr. Vanderley Torres da Silva tem 42 anos, casado com Suzana da Veiga, é advogado, dono de um próspero escritório de direito trabalhista, pai de 2 filhos adolescentes, Mariana e Fabrício e é proprietário do apartamento 1302, de 3 dormitórios, no prédio 918 da Andradas. Após 15 anos de salgadas prestações do financiamento junto à Caixa Econômica Federal, vê com bons olhos a possibilidade de implantação do projeto de Érika e seus parceiros, pois não agüenta mais ver o centro, onde viveu a vida toda, sujo, escuro e violento. Sua filha Mariana já foi vítima de 3 assaltos e foi por pouco que seu filho Fabrício não se envolveu com drogas pesadas como o filho do vizinho, que acabou indo parar no presídio por tráfico.
Representante dos Inquilinos – Josué dos Santos tem 29 anos, é professor de educação física recém formado, solteiro, e aluga o apartamento 303 do prédio N° 500 da Duque de Caxias. Apesar do imóvel ser pequeno, apenas um dormitório, e de não ser muito caro, Josué, muito desorganizado, está sempre com o aluguel atrasado. As 30 horas/aula semanais que dá na Escola Estadual de 1° e 2° graus Rio Branco não lhe rendem muito dinheiro. Isso faz com que ele tenha que fazer uns “bicos” como Personal Trainner, coisa de que não gosta muito. Além de ser falido, Josué é obcecado pelo seu esporte favorito, o ciclismo, o qual pratica sempre que não está trabalhando e onde investe tudo que pode para melhorar sua performance. Por isso acabou sendo abandonado por sua namorada que se sentia muito só. Já venceu duas baterias do circuito gaúcho de Mountain Bike, classificando-se para o Brasileiro. Porém não conseguiu patrocínio e não pôde disputar a provas do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte. Este ano já não tem mais chances de disputar o campeonato.
*Falta desenvolver a negociação entre as partes da associação de moradores e ver se se chega a uma cooperação.
1 Esquema de escenario renovación del centro - notas
equipo (Bruna, Sebastián y Luciano. Material coordinado por Lena)
Se trabajo sobre una reducción del escenario y los personajes relacionados con el trabajo que viene coordinando Lena “poryecto y campaña de renovación urbana del centro de porto alegre, personaje relacionado: joven publicitaria (personajes y dinámicas del centro de porto alegre, portales de la ciudad, polémicas con la prefectura), el proyecto se presento en sesiones anteriores como una alternativa al proyecto de los portales de la ciudad. Una alternativa al sistema de ciudad dormitorio-ciudad trabajo.
Se opto por trabajar una situación que era una reunión en la que se discutiera o se “vendiera” el proyecto, una reunión con al menos 3 personaje o figuras.
Se adjunto la figura del inventor-empresario Oscar Coester (desarrollado por el equipo de carina y Esteban) por que era parte del trabajo que venia desarrollando Esteban.
Se estudio la relacion entre Érika Stavianou y Oscar Coester, posibles orígenes y logicas de la parcería, esto siempre girando en torno al proyecto “mais alegre”, se incluyo a una empresa constructora o desarrolladora como agente de cohesión y operatividad para tal proyecto.
Se estudiaron los otros personajes y/o agentes; en primera instancia se pensó en una reunion entre empresas y emprendedores (Stavianou y Coester), el asesoramiento jurídico (Luciano) hizo aparecer a la prefectura como elemento de verosimilitud para un proyecto de esas caracteristicas, la manera en que aparece la prefectura es a través de una comisión nombrada a tal efecto, debido a la envergadura y complejidad del asunto.
Se discutió mucho la verosimilitud de Coester como miembro de la parceria, se pensaron opciones para su aparición en tal emprendimiento:
1- inclusión del aeromovel como parte del proyecto de renovación del centro
2- se pensó casi desde el principio en el carácter “ecológico” y “tecnológico” que el perfil de Coester le podría dar a este proyecto
3- la posibilidad de incluir un emprendimiento de transporte fluvial urbano, norte sur, de tecnología limpia y con pivote en el centro,
4- la posibilidad de una reconversión “integral” de la infraestructura del centro en tecnología ecológica y eficiente (energía solar, tratamiento de aguas en edificios, Internet inalámbrico, reciclaje de basura, etc.)
Se dejo la figura de Coester por que representa tanto una visión de la tecnología como fuerza de cambio, como por el posible peso de imagen “progresista” que podría aportar a una campaña así…continua
Tratando de entender las posibilidades dramático-analíticas de la escena de la reunion, se analizaron nuevos actores-agentes que pudieran encarnar las variables de conflicto-negociacion-cooperación.
Se penso entonces en la inclusión de una empresa publica que compitiera por la adjudicación del proyecto. Una competencia entre empresas.
Se ideo un supuesto impuesto las futuras infraestructuras “high tech”, como elemento de conflicto…continua
Se estudio la relación de impuestos, prefectura y la empresa …continua
Por ultimo se descubrió la visible reacción de los moradores del centro a un proyecto así, y se podría pensar en la reacción de emprendimientos en otras partes de la ciudad que se verían afectados por tal proyecto. Se decidió analizar e hipotetizar la reacción de la asociación de moradores del centro a un proyecto así, viendo que los moradores en un primer análisis se podrían dividir en propietarios e inquilinos, afectados de manera bien diferente por la implementación de un proyecto de estas características (cambio del perfil de habitabilidad, revalorización de la propiedad, impuestos a la renovación, posible exclusión de la ecología informal que activa parte de las actividades del centro, etc)…continua
Escenario 2
Roteiro: Arroio Diluvio (Av. Ipiranga)
(equipo: Camila, Ricardo y Federico)
SITUAÇÃO: sobre a Ponte da Erico Verissimo, encontram-se moradores do bairro e uma camionete de uma ONG que distribui alimentos para os moradores de rua que vivem sob a própria ponte. Desde lá de embaixo os sem-teto presenciam a situação, enquanto esperam pela comida. Ao mesmo tempo, Paulo Santana atravessa a passarela diante da ZH e acaba por testemunhar a cena.
CONFLITO: os moradores do bairro são contrários ao assistencialismo da ONG e impedem a distribuição dos alimentos. Em menor número mas no seu direito de ir e vir, a ONG confronta os manifestantes associando-se aos sem-teto para garantir a causa. Os Sem-Teto sobem e juntam-se à ONG. Observando o conflito, Paulo Santana recebe um telefonema do programa de rádio com o qual colabora e pede para entrar ao vivo com seu relato. Ele transforma a passarela em tribuna e começa a reportar com sua filosofia de boteco o que está acontecendo.
NEGOCIAÇÃO: A camionete da ONG chega para distribuir comida para os moradores embaixo da ponte. Os moradores do bairro estão divididos entre os que sentem a necessidade de ajudar os sem-teto (por ser mais fácil ou mais conveniente) e propor uma solução para o problema e aqueles que exigem sua retirada pura e simples, que dizem que eles não passam de vagabundos e que afetam a segurança do bairro. O impasse se cria pois é uma situação que deve ser mediada. Desde a passarela, Paulo Santana observa a situação e é reconhecido pelos moradores de cima e de baixo da ponte. Eles pedem que PS interfira e leve para o jornal e pra rádio a urgência da questão e os argumentos de ambas as partes. PS sem se comprometer com lado nenhum diz que vai fazer o possível. Ele veicula discussões e debates que buscam equacionar o problema. Enquanto isso, os moradores da ponte continuam morando ali.
COOPERAÇÃO: os moradores da ponte concordam em sair dali em troca de um teto. Não têm nada para dar em troca. Os moradores do bairro resolvem atuar em conjunto com a ONG oferecendo condições para que os ST não retornem ao local recomeçando o processo. Resolvem se organizar recolhendo roupas e móveis velhos, além de comida para que os ST tenham condições de se manter por um tempo. Para que tudo isso seja possível, recorrem ao PS para que ele interfira junto à prefeitura para levar as proposições e a disposição do bairro em resolver o problema, mas exigindo para isso que a prefeitura cumpra seu papel de assegurar um teto para aquelas pessoas. PS irradia o exemplo da comunidade para que outras situações de conflito sejam mediadas e solucionadas com o envolvimento de todos apresentando um exemplo de uma cidade possível.
El sábado 24 el workshop abordo las figuras, agentes y o personajes urbanos y suburbanos que los escenarios habían sugerido.
Los grupos venian indagando diversas maneras de leer la información “real” de la ciudad. Recolectaron, seleccionaron y conectaron información reunida al azar. Con este ejercicio no solo se produjeron narraciones y escenarios posibles que conectaban esas informaciones, sino que también surgieron aspectos de la ciudad que pueden ser “puestos en escena” y “jugados”. Esto quiere decir que pueden ser analizados e hipotetizados.
La agenda proponía hacer un corte en el manejo de síntesis de la información que se hizo en la sesión anterior a través de la formulación de los escenarios. Para eso nos focalizamos en los ventajas analíticas que ofrecía el trabajo sobre la elaboración de los perfiles de las figuras y los personajes.
Se eligieron 2 “figuras publicas” y dos “personajes” o “tipos urbanos”.
Las figuras propuestas fueron: el jornalista Paulo Santana y el inventor Oskar Coester.
Los personajes que surgieron fueron: Una joven publicitaria portoalegrense, y los moradores de debajo de los puentes del Arroio “Diluvio”.
Se trabajo en la producción de un manual para que cualquiera pudiera imitar el comportamiento o accionar de estos agentes. Un manual “para hacer de…” o unas instrucciones de uso “de la figura pública de…”
Se discutió el proceso de cada grupo y luego se redacto un esquema de manual.
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Sendo um Nômade Urbano – habitando a rua.
equipo Rafael Devos, antropólogo, UFRGS.
Como se imaginar um morador da rua? Um difícil exercício de ultrapassar a imagem sombria, difusa, daqueles com quem encontramos em nossos trajetos cotidianos, dos quais desviamos os olhos, os passos, e com os quais evitamos o diálogo, quase deixando-os invisíveis. Sobretudo, é fundamental não apelar para uma figura monstruosa, doente, ou mágica, sem qualquer dignidade humana. Então, é preciso dar esse primeiro passo:
No contexto da cidade:
1) Reconhecer que estamos falando de uma pessoa, um habitante da cidade, com uma história pessoal, que se relaciona com os outros habitantes da cidade, com uma família de origem, com outros pares de acordo com sua idade, interesse, gênero (orientação sexual), interesses. A escolha da rua é motivada por uma situação de conflito: o nomadismo se inicia às vezes de uma cidade para outra, de uma região para outra, em função de ruptura com a família, perda de entes queridos, tragédia pessoal, busca de outras oportunidades
2) Não estamos falando da rua em geral, mas de uma território na cidade, o Arroio Dilúvio, ou Riacho Ipiranga, cujas pontes eram ou ainda são habitadas por grupos de pessoas que habitam a rua: famílias, grupos de adolescentes, casais
3) Dentro desse território, poderia se escolher uma esquina em especial para situar o personagem, já que o habitante da rua tem um conhecimento da cidade a partir de pontos de referência constantes em seus deslocamentos, em suas estratégias diárias de sobrevivência, lugares de adesão e de evitação de seu cotidiano: praças próximas, fontes de água, banheiros públicos, albergues, instituições de caridade, a presença da polícia, o semáforo onde conseguir uma renda, um supermercado, um caixa eletrônico de banco, uma rua mais calma onde “guardar” carros
u Seguindo os dados de uma antropóloga, Cláudia Turra Magni, que estudou a população de rua de Porto Alegre entre 1991 1994,poderíamos ter outros dados importantes:
5) Os habitantes da rua fazem alianças constantes, e entram também em constantes conflitos com outros moradores e trabalhadores das ruas. Famílias se formam, redes, amizades, disputas, relacionadas aos pontos da cidade de circulação, trabalho e habitação
6) Morar na rua não significa estar fora da lógica urbana, da sociedade, pois são constantes as relações com habitantes de outros bairros, com parentes habitando em outras regiões, com amigos, e com as pessoas que vão conhecendo na rua. Um habitante da rua tem sobretudo, a estratégia do nomadismo como forma de sobrevivência: mudar-se, inserir-se em outra rede social como forma de escapar de um conflito anterior, como forma de mudar a sorte.
7) Os abrigos, albergues, são muito freqüentados pelos moradores da rua, mas assim como a família de origem, nem sempre é fácil trocar a “liberdade” da vida na rua pelas regras desses grupos sociais (interdição da bebida, do sexo, das drogas, do fumo), ou mesmo a constante catequisação imposta aos que recebem a caridade
Quem mora na rua, e sobrevive, pode-se dizer que gosta da vida na rua, no sentido de que os saberes cotidianos, as estratégias, as amizades, o conhecimento sobre a cidade adquiridos vão configurando uma identidade. Evidentemente que a fome, a miséria, a doença e a violência também motivam sonhos de um retorno a uma situação anterior, ou de ruptura com esse cotidiano da rua.
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Perfil Publicitária – Érika Stavianou
(equipo: Lena Cavalheiro, Germana Konrath)
Publicitária, 35 anos, 1,60 e 49kg. Morena de cabelos lisos, cortados impecavelmente acima dos ombros. Veste-se de forma minimalista, “Menos é mais, já dizia Mies” , mas com toques ousados. O básico compra na ZARA; peças mais elaboradas busca em viagens a grandes capitais, especialmente marcas nova-iorquinas – DKNY, Marc Jacobs, Carolina Herrera – herança dos tempos que morou na cidade.
Trabalha na agência DCS., como executiva de contas importantes como Iguatemi e Goldztein “Eu vendo ESTILO). Atenta às tendências da sociedade, está sempre presente em atividades culturais, de solenes vernissages a pretensiosas apresentações de bandinhas do circuito alternativo. “Antropologia, meu bem”, diria ela.
Extremamente dedicada ao trabalho, pôs sua vida pessoal em segundo plano. Recentemente isso lhe rendeu a separação da pessoa que segue amando, um arquiteto – importante teórico na área de urbanismo. Está grávida do ex-marido, mas vem ocultando esse fato na tentativa de aplacar o abalo emocional que a situação lhe está causando.
Érika Stavianou em 5 passos:
1. Sua vida é o trabalho; adota a causa em questão como se fosse sua motivação para seguir vivendo.
2. É incisiva em suas colocações e enérgica em seus gestos, mas sempre de maneira elegante;
3. Seu vocabulário é repleto de termos em inglês, não só técnicos como coloquiais;
4. Exemplifica suas idéias através de vivências pessoais, especialmente as ligadas às últimas tendências sócio-culturais;
5. Pela primeira vez sua vida pessoal – deixada sempre em segundo plano – está interferindo em seu desempenho profissional: a gravidez está lhe causando intensas oscilações de humor. Sensibiliza-se facilmente, tendo freqüentes crises de choro; no meio de uma reunião vê-se obrigada a se retirar para aplacar um súbito enjôo; precisa controlar acessos de raiva gerados pelos motivos mais banais. Isso confere uma nuance cômica à sua postura altiva.
Perfil Oskar Coester – inventor
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MANUAL PARA SER OSKAR COESTER
(equipo: carina sehn y estevao da fontoura haeser)
“Corriam os anos 50, e a atração pela mecânica levou o jovem Oskar Coester a ingressar na Escola Técnica de Pelotas. Formado aos 17 anos, deu novo passo ao conquistar um lugar na Escola da Varig, em Porto Alegre, onde estudou mecânica e eletrônica aeronáutica. Tornou-se especialista nos processos de controle eletrônico de aeronaves, e funcionário distinguido pelo presidente da companhia, Rubem Berta.
O Brasil entrava na “Era do Jato” e dela participava Oskar Coester, 10 anos depois de mergulhar numa avalanche de informações tecnológicas e de ter decifrado os segredos dos equipamentos de navegação. O fato de ter integrado a equipe que promoveu a “revolução nos transportes aéreos” proporcionou a Coester ensinamentos importantes, tanto na área técnica, como na forma de avaliar o comportamento do homem diante das inovações…Hoje, a Coester ocupa posição de destaque neste mercado, fornecendo soluções integradas com avançada tecnologia de comunicação de dados, acreditando sempre na qualidade das relações com os clientes. Neste contexto, a empresa destaca a Petrobras, que sempre incentivou o desenvolvimento tecnológico, a indústria nacional, e a capacitação empresarial brasileira.”
http://www.coester.com.br/historico.htm
1. ser um pesquisador, descobrir e não paenas inventar;
2. ter cautela em novas descobertas;
3. não ser exibicionista;
4. demonstrar persistência e base técnica, desenvolver por anos a fio a mesma técnica;
5. ter experiência e reconhecimento da sua técnica;
6. manter o foco no mercado;
7. ter sempre um “plano B”;
8. primar pelas questões ambientais, desenvolvendo uma técnica ecológica;
9. vestir-se com sobriedade;
10. usar a voz com suavidade e ter gestos precisos;
11. ser um homem calmo e demonstrar convicção.
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Perfil Paulo Santana
(equipo: Camila, Ricardo y Federico)
- gremista fanático e casado com a filha do inventor do hino do inter.
- tem 67 anos. sobre seu nascimento, diz: “Em 15 de junho de 1939 morreu em Londres, Sigmund Freud, o maior gênio da humanidade. No mesmo dia, na Rua da Margem, hoje João Alfredo, nasceu Francisco Paulo Sant’ana. Foi uma simples passagem de bastão”.
- sua primeira profissão foi feirante.
- tem dois alter-egos: Pablo (o emocional) e Pablito (que equilibra a razão de Paulo com a emoção de Pablo).
- é comentarista de televisão, rádio e jornal. Faz comentários sobre política e futebol, na maioria das vezes. Mais inclinado ideologicamente para a direita do que para a esquerda.
- foi vereador de Porto Alegre, há 30 anos, quando defendeu o cercamento de praças e parques para evitar a devastação durante a noite. Defende o cercamento da Redenção (Parque Farroupilha).
- às vezes canta nos comentários de rádio e televisão. Músicas “dolor de codo”, como Lupicínio Rodrigues.
- preocupa-se com a opinião dos leitores sobre os seus comentários.
- fumante compulsivo e muito vaidoso. Diz que não bebe, mas fala como se estivesse bêbado.
- tem formação em Advocacia e é delegado de polícia aposentado.
- expressa seus sentimentos, chorou na televisão várias vezes.
- manifestou-se contrário à questão do desarmamento, votada em plebiscito, no ano de 2005. sobre isso: “Só mesmo os intelectuais elitistas podem defender o desarmamento”.
- foi o primeiro jornalista brasileiro a escrever sobre a experiência de usar Viagra.
- cantou em um show com Julio Iglesias. Há uma foto na qual Iglesias está com a língua na orelha de Sant’ana. Sant’ana diz que até hoje sente calafrios quando recorda esse momento.
- está em processo de conversão, aproximando-se de Deus.
Links
www.revistapress.com.br/root/materia_detalhe.asp?mat=15
Manual de Instruções:
- Fume o tempo inteiro
- Seja vaidoso, megalomaníaco, demagogo, e polêmico
- Coloque a questão da violência urbana nas discussões
- Cite poetas e cante músicas de Lupicínio Rodrigues. Conte piadas para exemplificar polêmicas
- Fale com indignação e gesticule bastante, mexendo os braços
- Relate experiências do dia-dia (alguma cena que viu na rua, a conversa com algum amigo)
- Seja nostálgico (Porto Alegre não é mais como era antes), lembre dos velhos tempos da cidade
- Mostre-se emocionado e exaltado com um bêbado em final de festa (embora fale desta forma, Sant’ana argumenta de forma lúcida, é habilidoso com as palavras, por mais que se possa discordar das suas opiniões)
- Posicione-se como um porta-voz da população, alguém que se expõe para resolver os problemas dos leitores.
En esta sesión se recopilaron informaciones y noticias relacionadas con los siguientes tópicos que emergieron en la primera reunion:
-Centro de Porto Alegre, decadencia y posibilidades de regeneración,
-Condominios y dispositivos de exclusión urbana.
-El arroyo Dilúvio, problemas ambientales y situaciones sociales.
Se acopiaron aproximadamente 40 informaciones y noticias provenientes de diarios e internet. Mediante el azar se armaron grupos de 3 informaciones. Luego se “ensamblaron” en un escenario, situación o historia.
ESCENARIO 1
Porto MAIS Alegre
(grupo Lena Cavalheiro, Carina Sehn)
Após Audiência Pública realizada no mês de Março, a Prefeitura Municipal revisa Plano Diretor e propõe o PMA Porto MAIS Alegre – Projeto de Reestruturação Urbana para a cidade, que prevê entre outras medidas:
Descentralização do transporte coletivo – criação dos Portais da Cidade, terminais de ônibus secundários implantados nos bairros; serão 3 ao todo: Azenha, Cairu e Nilo Peçanha (Realocado da Cidade Baixa para a Zona Norte – devido às fortes tendências de crescimento da região – através de permuta com a Construtora Rossi, que cedeu uma propriedade sua em troca da exploração comercial das áreas onde hoje estão implantados os terminais no Centro – serão desativados quando da implantação dos Portais). Essa medida, além de desafogar o Centro da cidade, facilitará o deslocamento dos moradores da periferia até seus locais de trabalho. Está prevista a implantação de áreas comerciais e de serviços junto aos terminais.
Realocação dos camelôs – os vendedores ambulantes hoje concentrados no centro, serão distribuídos entre os 3 Portais da Cidade, na área prevista para atividades comerciais. A decisão foi tomada pela Prefeitura Municipal em conjunto com o Sindilojas e Sindicato dos Ambulantes, ao constatarem que, sendo os usuários do transporte coletivo os principais consumidores dos produtos dos camelôs, com a descentralização do transporte os consumidores também serão descentralizados, e que o comércio ambulante deve-se adequar à nova configuração.
Limpeza do Arroio e Moradia Popular– A prefeitura decide realizar melhorias nas condições de salubridade do Arroio Dilúvio; fará uma limpeza profunda no canal, seguida de obras civis para melhorias nas condições habitacionais dos moradores do arroio. Com o arroio devidamente higienizado, implantará conjuntos habitacionais populares junto aos três portais. Isso redistribuirá a população carente que vive ali e ainda possibilitará novos empregos aos mesmos, que ficarão responsáveis pela limpeza dos centros de compras e arredores. A medida ainda argumenta no sentido de que os moradores serão deslocados de debaixo da ponte para um espaço mais digno, capaz de melhorar a auto- estima e a consciência de cidadãos.
Morar do Centro é Cool: seguindo a proposta de revitalização e valorização do centro da cidade, prefeitura inicia projeto de melhorias físicas e sociais na área. Junto com as obras públicas, inicia campanha publicitária “Centro com Estilo”, desenvolvida em parceria com agências de marketing e grandes construtoras; visa atrair para o centro a classe alta, em busca de estilo de vida e conforto. A campanha aponta a solução de problemas do homem contemporâneo, como stress, impotência e depressão, ao buscar o centro da cidade (área histórica e próxima do rio) como local para viver. Utiliza-se de referências internacionais e bem-sucedidas de ocupação central e portuária de alto padrão (Puerto Madero, por exemplo). Haverá não só obras no patrimônio edificado (Projeto Monumenta), mas também a adequação e comercialização de diversos edifícios hoje abandonados, que abrigarão unidades habitacionais de alto padrão. Além disso, estão previstos novos empreendimentos imobiliários, tanto residenciais como comerciais, nas áreas hoje ocupadas pelos terminais de ônibus
Possíveis personagens:
-Morador das pontes – concorda com a sua mudança?
-Presidente do Sindicato dos Camelôs - terá que solucionar os conflitos entre ambulantes, na divisão de quem vai para cada Portal
-Arquiteto – frustrado por ver mais uma vez sua classe excluída do processo, tentará buscar seu espaço
-Publicitário – deverá desenvolver a campanha “Centro com Estilo”
-Prefeitura – tarefa de conciliar todos os interesses
-Grande empreendedor – desafio de realizar proposta comercialmente atrativa para o centro
-Moradores das regiões afetadas pela reestruturação – o que pensam os que moram na -Nilo Peçanha, que ganharão um terminal de ônibus com camelôs e habitação popular?
ESCENARIO 2
Gastronomia e Aperfeiçoamento Intelectual (GAI)
(grupo: Camila, Frederico, Lenara e Ricardo)
Abreu viu sua mulher ser enforcada com fios de cobre e torna-se impotente, por não ter sido homem o suficiente para salvá-la. Muda-se para o condomínio Parigi e cria o grupo GAI (Grupo de Apoio à Impotência) no Espaço Gourmet do condomínio. O codinome do grupo é “Gastronomia e Aperfeiçoamento Intelectual”. Como senha para entrar, os participantes têm que levar um livro/senha, cujo título muda a cada encontro.
Os novos integrantes devem contar porque ficaram impotentes. Um deles é o inventor frustrado do Aeromóvel – Oskar Koester. Tentam várias crendices – extratos de catuaba concetrado, observar virgens se masturbando, contato telepático com extraterrestres -, até que chamam Pai Ambrósio.
Pai Ambrósio cobra uma grana preta e diz que eles precisam fazer uma promessa muito difícil de ser cumprida. Um deles promete nadar toda a extensão do Guaíba. Mas Abreu vai ainda mais longe e diz que atravessará o Dilúvio a nado.
Pai Ambrósio faz o ritual e todos se curam. Abreu decide que vai usar todo o seu dinheiro para tornar o Dilúvio nadável. Vira um grande herói da cidade.
Outro possível personagem:
Paulo Sant’ana: impontente depois de não conseguir realizar o cercamento do
Parque da Redenção, quando foi vereador de Porto Alegre, em 1977.
Las noticias elegidas por grupo fueron las siguientes:
Grupo 1: Jennifer, Sandra, Ricardo.
-“Bairro completo” (anúncio publicitário)
A Europa daqui igual a de lá…
O primeiro e único bairro inteiramente planejado de Porto Alegre, com ruas
amplas e arborizadas, ao lado do shopping Iguatemi.
-“Saber sem limites”
Pensadores e percursos pela contemporaneidade.
Começa hoje, em Porto Alegre, o ciclo de conferências Fronteiras do
Pensamento
-“Curta Porto Alegre”
Roteiros para reconhecer a cidade.
Para comemorar o aniversário de Porto Alegre, o escritório municipal de
Turismo incorporou atrações à programação organizada pela Prefeitura no
projeto 24 horas de cultura.
Grupo 2: Lena, Luciano, Sladko.
-“Monumento ao “Lacador” podera ser novamente removido”
A pista do aeroporto Salgado Filho sera ampliada para receber o novo Airbus A380, com a capacidade para 500 pesoas.
-“Presos suspeitos de saquear predios”
Policia captura quadrillas que assaltou dois predios de Lukona capital. Secretario de Seguranca e Justicia manda recado para criminosos de outros estados de Brasil: “Nao venham para Porto Alegre, voces seran presos”.
-“Analise nao revela alterancas no arroio diluvio”
As substancias mais comuns no arroio sao oleo diesel, cloro, amonia, e dejeitos de residencia.
-“Portais da cidade – mobilidade urbana”
Projeto Portais da Cidade propõe melhorias no transporte público, otimizando o itinerário das linhas de ônibus e desafogando o trânsito do centro da cidade. Prevê a implantação de três terminais secundários – Cairu, Azenha e Largo Zumbi – que contarão co a participação de capital privado, através da implantação de Shopping Centers junto a esse terminais.
-“Vandalismo – ação preventiva pretende coibir o furto de cabos de iluminação”
Prefeitura irá implantar sistema de monitoramento preventivo para combater vandalismo. A iniciativa foi tomada em função dos altos índices de furto de cabeamento elétrico. Desde janeiro foram roubados mais de 7km de fiação.
-“Implantação do centro popular de compras”
Dia 14 de março foi o prazo final para as empresas interessadas na execução do CPC entregarem suas propostas. Segundo o presidente do Sindicato dos Ambulantes, o CPC irá beneficiar os vendedores e consumidores: “Será seguro e bonito.” Estão previstas vagas para 800 estantes.
-“Ocupação irregular -programa prevê fechamento de vãos de pontes”
A SMOV iniciou o processo de fechamento dos vãos das pontes que cruzam a avenida Ipiranga. “Nosso objetivo é preservar o patrimônio”, diz o Secretário de Obras. Os moradores do local serão encaminhados a abrigos, sob monitoramento da FASC.
Grupo 3: Bruna, Camila, Frederico
-“Analisis nae revela alteracao no arroio Diluvio (Ipiranga)”
A Smam desconfiava de que alguna substancia toxica tivesse sido despejada no arroio na sexta, quando centenas de peixes apareceram mortos.
Secretario de meio ambiente, provavelamente foram lancadas algumas sustancias toxicas (…) que nao estavan mais presentes no momento do amostragem.
As substancias toxicas mais comuns no arroio sae oleo diesel, cloro, amonia, e dejetos de residencia.
-“Artesaos reclamam de falta de fiscalizacao”.
A envasao do camelos e a venda de produtos industrializados incomodam as expositores credenciados.
-“Grupo RBJ encampan auditorio Araujo Viana”
Grupo RBJ firmam acordo com a prefeitura do capital para encampar o auditorio, em troca do uma reforma.O grupo comprometose a colocar uma amplia genda de atividadeis para o comunidade.
-“Falha en computadores, leva a polizia a o uso de orelhao”
Un panorama posible de escenarios y tendencias:
Todo el grupo acordo en que el problema del Arroio Diluvio no solo concentraba una cantidad heterogenea de posibles figuras y agentes urbanos, sino que enlazaba diferentes aspectos como los ambientales, los políticos, los culturales e incluso los históricos.
Otro vórtice de problemas, elegido como noticia y problema interesante por el grupo en su totalidad, fue el tema del enclaustramiento y la exclusión. Esto enlazaba el caso de los condominios con la restricción al comercio informal, los shoppings y demas politicas de exclusión y vaciamiento del espacio común. Se discutió acerca de los emprendimientos de condominios como el del “Jardim Europa”, pero también del proyecto de la preifeitura sobre el “Projeto Portais da Cidade” y del posible desplazamiento de los camelos de zonas publicas.
Protocolo del día: Trabajo con noticias de medios periodísticos e Internet.
El foco de esta primer sesión es armar una dinámica de conversación en y entre los grupos. Trabajando sobre noticias existentes se construye una interfase con la ciudad y la forma en que es vista por el medio mas extendido que es el periodismo y los medios.
-La idea es armar grupos de noticias, una imagen posible de la ciudad, “la edición como política” podría ser el slogan.
-Esta idea se complementa con un factor lúdico, donde la imaginación y el análisis del discurso mediático se ponen en juego, que es la invención de una noticia inexistente. Por un lado como una manera de “leer” las otras noticias elegidas y por el otro la puesta en escena de operaciones de retórica, que son unos de los elementos en que política y cultura coinciden, estas operaciones son como herramientas urbanas que pueden ser exploradas mediante el juego.
1- Armado de los grupos al azar.
2- Armar un grupo de 4 noticias, redactarlas con titulo, subtitulo y una o dos frases. Una de ellas será falsa.
3- Cada grupo presentara sus noticias al resto:
Luego se elegirán (mediante voto) las noticias mas interesantes y se tratara de adivinar cuales son las falsas.
Se considerara un éxito analítico y retórico que las noticia mas interesantes sea falsa y no haya sido descubierta.
Crónica de la sesión:
El “Teatro do Chat” esta siendo hospedado en la sala de los Governantes do Rio Grande do Sul del edificio Memorial RS. Sino fuera por las láminas que ilustran a los gobernadores del estado en orden temporal, podríamos decir que esta sala se ha convertido en el lugar de sesión de una pequeña asamblea o la sede del “board” de una empresa. Quizás esto haya sido un detalle simpático del equipo de producción o un efecto del azar. Al caer la noche y mientars el centro va quedando despoblado, nos reunimos con un grupo de 9 portoalegrenses para pensar y conversar sobre temas, problemas y conflictos de la ciudad.
Como toda asamblea política o empresarial que se precie, la nuestra también toma elementos del teatro.
Para comenzar hicimos una breve historia del “Teatro do Chat” que venimos desarrollando desde hace dos años en diferentes ciudades; luego pasamos inmediatamente a la acción. Nuestra propuesta era simple y poco original. Simplemente trabajar con las noticias y la información que la ciudad produce. Diversos periódicos de POA y ordenadores conectados Internet eran los recursos con los que contamos: Los grupos debían elegir tres noticias y/o informaciones, agregarles una que fuera “falsa”, y luego redactarlas colocándoles titulo, subtitulo y algunas frases que las describieran.
Primero se discutió la pertinencia de trabajar con noticias para pensar la ciudad y luego algunos aspectos del proceso mismo del teatro del chat: se trabajara con figuras públicas (encarnándolas) o se construirán personajes urbanos anónimos, o acaso actantes? Las conclusiones a las que se arribaron fue que las posibilidades estan abiertas, no se puede saber aun cuales son los agentes o subjetividades que actuaran en los escenarios imaginarios de Porto Alegre. La idea de trabajar con información y noticias es para manejar elementos (claves o interfases) que están al mismo tiempo disponibles y son de alguna manera públicas. Incluso, algunos grupos produjeron noticias extrayendo información de dispositivos publicitarios.
El Teatro del Chat pone en escena situaciones urbanas problemáticas y conflictivas a través de conversaciones. Conversaciones cuyo formato es la simulación y su medio el sistema de Chat por internet. Los participantes actúan – se ponen en el lugar de - personajes urbanos involucrados en esas situaciones. Como se eligen los personajes y las situaciones?. Los participantes van configurando colectivamente la elección de temas y personajes a través de la recopilación y discusión de información existente. La idea es hipotetizar “futuros posibles” para escenarios y/o personajes impredecibles. El escenario y los personajes que se simulan son la emergencia de un trabajo colectivo previo. El Teatro del Chat como institución interviene conectando, polemizando y desafiando a las partes involucradas en las conversaciones. Pero como se configura un problema urbano en este momento? La hipótesis general del Teatro del Chat es que una ciudad o una persona o un personaje no están en un solo lugar en un momento determinado; la extensión de tecnologías y políticas de conectividad – globalización, Internet, post-taylorismo, ecologías, etc – ha cambiado los parámetros de identidad y localización. Por eso “una” conversación es en realidad “dos” o una serie de conversiones. Así mismo una ciudad no esta solo el lugar geográfico que ocupa. Una ciudad esta cada vez más afectada por acciones que ocurren en diversos partes del globo. Las simulaciones-conversaciones que se desarrollan involucran a chatistas que hacen interactuar escenarios de dos o más ciudades.
Convite à contrução, discussão e representação de uma conversação sobre as possibilidades e os cenários de Porto Alegre. Um debate sobre futuros possíveis.
Convidamos você à contrução coletiva de um debate sobre os temas mais relevantes e apaixonantes da atualidade porto-alegrense. Será realizado um workshop de duas semanas no qual os participantes formarão diferentes grupos.
Um processo coordenado por m7red (Buenos Aires).
Workshop “Teatro del Chat” POA 07
Primeira semana:
1- Se construirá colectivamente un escenario (urbano, conceptual, cultural, ficcional, posible):
A- Recopilando información sobre la ciudad.
B- Produciendo procesos de conversación y brainstorming colectivos.
C- Estudiando y discutiendo las posibilidades dramáticas (teatrales, expresivas) del escenario.
D- Eligiendo aquel escenario que permita imaginar la mayor y más interesante cantidad de futuros posibles a imaginar. Estos serán puestos en escena e improvisados mediante conversaciones.
2- Se seleccionaran y elaboraran los perfiles de los “personajes reales” que estén relacionados con el escenario que se esta construyendo.
3- Se conformaran los equipos que comandaran a estos personajes en las sesiones del teatro del chat
Segunda semana:
4- Se introducirá los conceptos básicos del “Teatro del Chat” y se expondrá la idea de “Entrenamiento actoral para ciudadanos”
5- Se entrenaran a los grupos en técnicas de drama y dinámica de interacción de actores y retórica generales y sobre los perfiles de los personajes seleccionados.
6- Se realizaran 2 o 3 sesiones del teatro del Chat. Estas constan de “chats” de improvisación sobre el escenario elegido. Allí se desplegaran estrategias según cada personaje y se improvisara sobre sus posibles interacciones en relación a ese tema, se construirán colectivamente así futuros posibles para la ciudad de Porto Alegre.
Teatro do chat – POA 2007
Local: Memorial do Rio Grande do Sul
Praça da Alfândega, sem número – Centro – POA
Datas:
Primeira parte: 20, 22, de março de 2007 das 19h às 22h e dia 24 de março das 15h às 18h.
Segunda parte: 26, 28 e 30 de março de 2007 das 19h às 22h
Curador da 6° Bienal do Mercosul:
Gabriel Perez Barreiro
Curadora convidada – Mostra Zona Franca:
Ines Katzenstein
M7red (Mauricio Corbalan, Pio Torroja)
Promovido por:
Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul
Produção:
Tekne – produções culturais
Equipe de POA:
Bruna Fetter
Germana Konrath









